domingo, 9 de janeiro de 2011

O Papel Social da Mída

Quando li essa manchete "Mídia valoriza disputa entre PT e PMDB e sinaliza má vontade, diz especialista" no site Rede Brasil Atual lembrei imediatamente de uma entrevista que assisti em 2007 com David Bornstein.

David Bornstein é autor livro “Como mudar o mundo” , que fala sobre os empreendedores sociais, que mudam a sociedade com pouco dinheiro e muita inovação. Reproduzo aqui em português o trecho da entrevista em vídeo que copiei na época, onde ele fala sobre o papel da mídia e dos jornalistas na sociedade suas influências positivas e negativas e a busca do equilíbrio. Infelizmente o vídeo não está mais disponível.

"A mídia precisa rever seu papel na sociedade, seu papel fundamental.
A maioria dos jornalistas concorda com a crença de que o bom jornalismo critica o poder, responsabiliza o poder, e expõe os problemas, as fraquezas da sociedade, a corrupção e a quebra de confiança.
Os jornalistas mais famosos dos EUA, Woodward e Bernstein, fizeram o que? Expuseram a corrupção no mais alto escalão do poder. Historicamente, os jornalistas derrubaram a Standard Oil, dos Rockfeller. Eles atacaram pessoas muito poderosas.

Eu sou pai. Tenho um filho de 3 anos. Tenho uma estratégia interessante para criá-lo.
Eu o critico quando ele faz algo que não é bom. "Não faça isso. Você não deve fazer isso". Mas também o elogio muito. "Isso é ótimo! Isso é maravilhoso!" Eu uso uma abordagem equilibrada de crítica e elogio. Todo pai, provavelmente, reconhece que, se criticar o filho o tempo todo, você não vai criá-lo bem, vai criar um filho infeliz, sem muita confiança.

A abordagem do jornalismo na sociedade é como uma educação ruim. O que os jornalistas fazem, em 90% dos casos, é criticar o poder e mostrar a corrupção. O efeito nos cidadãos é fazê-los pensar que só existem políticos corruptos, empresários corruptos e criminalidade, além das celebridades e dos jogadores de futebol.
Se você pega o jornal e só vê as falhas da sociedade, você vai querer solucionar os problemas sociais? Não. Você não vai nem querer saber. Vai querer ganhar o seu dinheiro, tomar conta da família, comprar uma casa de praia e evitar a sociedade, porque a sociedade é essencialmente corrupta. Não haveria outra opção nem outra possibilidade.

Mas há as histórias de empreendedores sociais. E o Brasil é um dos países que mais tem empreendedores sociais, está atrás da Índia. Na verdade, os maiores são Índia, EUA e Brasil, em termos do número de empreendedores sociais e da diversidade de problemas. Eles existem na Amazônia no Pantanal...
Em todo o Estado do Brasil, há pessoas lidando com problemas sociais de modo criativo. Há centenas de milhares, se não milhões, no Brasil, trabalhando nesta área. Os jornalistas precisam cobrir isso se quiserem ser agentes positivos na sociedade.
Se os jornalistas só quiserem continuar a ganhar dinheiro e aumentar seu público, não precisam mostrar os empreendedores. Mas, se quiserem ter um papel na melhora da sociedade, eles têm que dar exemplos positivos de soluções.
É preciso mostrar às pessoas o que é possível, mostrar ao governo novas idéias de políticas, mostrar aos jovens que vão escolher uma profissão diferentes idéias do que eles podem fazer em sua carreira.”


Deixo vocês com dois vídeo Institucional da Ashoka, que foi o ponto de partida para a pesquisa do livro de David



Ashoka Jovens Empreendedores - Geração MudaMundo - Ceará (GMM)

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